domingo, 22 de novembro de 2009

A vida em 360º.


Inspirada por uma recente viagem a São Paulo resolvi mostrar algo que vi no Globo.com. Não é uma idéia tão inovadora como há um tempo atrás. Na verdade agora já virou "moda" realizar esse tipo de trabalho. Não que isso tire o devido mérito desses fotógrafos.

As fotos 360º são possíveis a partir da união de diversas imagens capturadas em um ambiente. As panorâmicas podem ser realizadas a partir de qualquer tipo de câmera e atualmente existem profissionais especializados nesse tipo de trabalho.

Outra característica é que, geralmente, nesse tipo de foto é atribuido um outro recurso relativamente novo no âmbito da fotografia. O profissional registra o som ambiente no exato momento em que captura a imagem. Dessa forma, ao disponibilizar a imagem, o espectador também tem a oportunidade de "ouvir a cena". Muitos defendem que isso auxilia em uma maior veracidade para as imagens.

Nas imagens acima você pode ver em 360º a Rua 25 de Março, em São Paulo. Famosa por ser uma grande pólo de compra e venda de mercadorias da cidade. Quem ainda não conhece, a panorâmica é um bom ponto de partida. Apesar de que, todos PRECISAM realmente conhecer a capital paulista.

sábado, 21 de novembro de 2009

"A Shadow Falls"




Não é qualquer pessoa que leva seu trabalho ao extremo como Nick Brandt. O fotógrafo resolveu ir ao continente africano para capturar imagens de animais selvagens. Até aí não há nada que outros profissionais não tenham feito. O inédito é que Nick não utilizou nenhum recurso de lentes objetivas para realizar as fotos. Isso quer dizer que ele teve que se manter muito próximo desses bichos ao fotografar.

O ensaio foi entitulado "A Shadow Falls" e, de acordo com o Nick Brand, tem como objetivo representar os animais não como seres selvagens. As fotos do ensaio buscam mostrar uma possível "alma" desses bichos. "Espero que vocês vejam esses animais como eu os vejo, ou seja, não muito diferentes de nós", defende ele.


As fotos fazem parte também do livro lançado por Nick chamado A África no Crepúsculo, lançado na França e ainda sem previsão de lançamento aqui no Brasil.


"Ao ficar tão perto deles, eu acabo tendo uma certa sensação de intimidade, uma conivência com o animal que está a minha frente.", afirma o profissional.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Waiting for death"



Outras paixões que tenho além de fotografia são crianças e idosos, acho que não tinha comentado isso antes. Quando vi o ensaio de Liz Baylen senti uma mistura de paz e tristeza. Não sei se causa o mesmo efeito nas outras pessoas.
O tema do ensaio é "waiting for death", ou Esperando pela morte. Na verdade é mais que um ensaio, é uma narrativa multimídia, que Fabio Malini (fabiomalini.wordpress.com) taanto ama.
A fotógrafa une as imagens capturadas, ao vídeo e ao texto. Assim, além de poder vermos as fotos, podemos ler e ver falas da pessoas em destaque.
Esse trabalho mostra a história de sr. Edwin no auge de seus 90 anos e com consciência de que não tem muito mais tempo de vida. Se ele se importa ou tem medo? De maneira nenhuma de acordo com ele.
A idéia de contar histórias interessantes através dessas narrativas veio da paixão de Liz por pessoas. Além de Sr. Edwin, no site da fotógrafa podemos ver ensaios que mostram realidades como obesidade infantil e pessoas em depressão.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sus-penso no tempo.


Da mesma forma como a Torre Eifel passa a ser só mais um detalhe da paisagem parisiense, os cariocas acabam por deixar passar uma beleza, que de tão presente, não recebe a atenção que merece.
O bondinho foi construido a exatos 95 anos e é um dos principais pontos turístico do país. Para comemorar a data o fotógrafo
Rafael Wallace criou o ensaio "Sus-penso no tempo". O objetivo de Rafael foi, além de chamar atenção para um ícone tão importante da cultura brasileira, dar as pessoas a oportunidade de ver o bondinho de ângulos incomuns.
“Suspenso no Tempo nos convida a uma pausa para a contemplação, que traz de volta algo que agora só existe na memória e na fotografia. Esta exposição pretende um momento de reflexão sobre uma paisagem altamente interativa que frequentemente olhamos, mas nem sempre somos capazes de ver”, observa Rafael.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ver através de quem não vê.


Existem fotógrafos que passam horas analisando a cena que ele pretende registrar. Observa o foco, a profundidade que quer dar a foto, a luz e as cores. Mas e alguém que não tem a possibilidade de exergar nenhuma dessas coisas? Não pode fotografar? Muito pelo contrário. A exposição Sight unseen mostra que, não somente podem, como fazem o muito bem.
O projeto que foi desenvolvido por uma equipe do Museu de Fotografia da Califórnia é composto por dezenas de obras feitas por 12 artistas e, atualmente, o trabalho está exposto em Riverside. Alguns deles têm graves deficiências visuais, mas a maioria deles perdeu teve a visão completamente prejudicada.
O interessante do trabalho, além de toda a óbvia genialidade, é que por não poderem usar a visão como instrumento, eles precisam encontrar outras formas. Essas técnicas vão desde incorporar uma scanner no seu trabalho até formas mais simples como o tato ou fotos livres.
Algumas pessoas podem sentir algum tipo de "pena" ao ver o trabalho e imaginar como seria a vida dessas pessoas. Mas todas elas deixam bem claro que não é essa a intenção deles, muito menos sua realidade. Eles afirmam que possuem um mundo que só cada um deles é capaz de ver e através desse trabalho eles estão tentando fazer com que o mundo tenha acesso à esse tipo de visão. “Eu tenho uma galeria particular, mas, infelizmente, só eu posso visitá-la. Outros podem entrar por meio das minhas fotografias, mas eles não vêem os originais, apenas as reproduções”.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Imagem feita com lixo.

Imagem feita com Açúcar.

Imagem feita com lixo.

Imagem feita com diamantes.

Forma criada com ajuda de grande máquinas.

Monalisa feita com chocolate e pasta de amendoim.

Demorei muito para falar de Vik Muniz aqui no blog. Não somente por que ele é brasileiro e considerado um dos melhores fotógrafos contemporâneos dos EUA. Mas principalmente pela revolução que o seu trabalho trouxe na idéia de foto, pintura e arte.
O artista que teve uma infância complicada, mudou para os Estados Unidos bem cedo e desde 1988 descobriu o seu talento. O trabalho de Muniz causa polêmica entre os críticos por que a maioria de suas criações se baseia em reproduzir obras famosas. Apesar de toda a criatividade envolvida, muitos ainda acreditam que suas obras não são arte, ou não merecem tamanho reconhecimento, por serem copias de criações anteriores.
Mas umas das coisas mais interessantes de suas criações é que elas são realizadas, mas o "produto final" delas não são as obras propriamente ditas e sim as fotografias tiradas delas. Antes de criar algo ou serem feitas a foto que vai ser tirada depois e mostrada nas suas exposições já foi pensada. O que cria a discussão sobre o limite entre fotografia, pintura e outros tipos de obras de arte. Isso por que as criações de Muniz são na verdade as fotos das obras. "Enfatizo o diálogo entre material (os objetos simples que ele usa para fazer as composições) e imagem, destilo a ideia do desenho com coisas muito práticas, ou a natureza da arte mesmo. Sou ambicioso, mostro esse processo", diz Muniz.
São 131 criações com conceitos que vão da "simplicidade" do chocolate a gigantes volumes de lixo ou máquinas. O que não deixa de existir em nenhuma delas é a criatividade. A que mais me impressionou foi o Mapa Mundi. O artista montou a imagem de todos os continentes com sucatas de computadores. Mas o mais interessante disso é que cada país ou continente é formado por uma parte distinta do computador relacionando a função que a peça exerce na máquina com o contexto do país. Dessa forma vemos os Estados Unidos recheados de CPU ligando a importância que a CPU tem para o funcionamento do computador, com a importância do país no contexto mundial. Assim como o Brasil é tomado por teclados por ser o país mais ligado à internet.
O artista já expôs suas obras em diversos países como Canadá, Mexico, Estados Unidos e Brasil. A maior dificuldade é escolher uma obras preferida. O site (http://www.vikmuniz.net/) do próprio mostra todas as suas outras e vale MUITO a pena ver. Além de que existem vários videos mostrando o desenvolvimento de algumas de suas grandes criações.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

São sempre finais felizes?


A fotógrafa Dina Goldstein não estava mais satisfeita com os finais dos contos infantis. Ela percebeu, que através de um ensaio fotográfico ela poderia repaginar as histórias para que elas se enquadrassem melhor na realidade atual.
Dessa idéia surgiram fotos como a da Branca de neve, que depois de ter se casado com o Príncipe Encantado, teve vários filhos. E pode-se ver até mesmo a Cinderela chorando suas mágoas em um bar.
É de se estranhar na primeira vez que vemos o ensaio por que estamos acostumados com o mesmo final para essas clássicas histórias. Finais que geralmente são felizes. Mas a intenção da fotógrafa era exatamente esse: fugir dos padrões e modernizar os contos de fadas que ouvimos desde sempre.
No site da própria fotógrafa tem as fotos dos vários outros ensaios de Goldstein. Foi uma boa idéia ou preferem os antigos finais felizes?